Júri Popular: Lucas Magalhães vai a julgamento em Belém pela morte de Yasmin Macêdo
Caso da estudante de Veterinária que morreu durante passeio de lancha em 2021 chega aos tribunais; defesa nega intenção de matar e réu responde em liberdade.
Quase cinco anos após o desfecho trágico do passeio de lancha no Rio Maguari, a Justiça do Pará deu início ao julgamento de Lucas Magalhães de Souza no 2º Tribunal do Júri de Belém. Ele é réu pela morte da estudante de Medicina Veterinária e influenciadora Yasmin Fontes Cavaleiro de Macêdo, de 21 anos, ocorrida em dezembro de 2021.
A sessão, presidida pelo juiz Homero Lamarão Neto no Fórum Criminal da capital, reúne depoimentos de testemunhas, oitivas de peritas e o interrogatório do acusado. A expectativa de familiares e advogados é que os trabalhos em plenário se estendam por até dois dias em virtude da complexidade e do volume de provas do processo.
As acusações e a postura da defesa
Lucas Magalhães responde por homicídio com dolo eventual (quando se assume o risco de matar), fraude processual, além de porte e disparo ilegal de arma de fogo. Ele permaneceu preso provisoriamente por cerca de um ano durante o inquérito e responde ao processo em liberdade desde março de 2023.
Segundo o advogado do réu, Francelino Neto, a defesa nega a conduta dolosa e sustenta que as atitudes de Lucas não deram causa ao desaparecimento da universitária. O defensor ressaltou que seu cliente vem cumprindo rigorosamente as obrigações judiciais impostas, como o recolhimento em horário estabelecido, o comparecimento mensal perante o juízo e a comunicação prévia ao magistrado em caso de ausência por mais de oito dias.
Relembre o caso
No dia 12 de dezembro de 2021, Yasmin participava de um passeio a bordo de uma embarcação de propriedade de Lucas Magalhães, ao lado de outras 18 pessoas. Durante a noite, a jovem desapareceu nas águas do Rio Maguari. O corpo da estudante foi localizado pelas equipes de resgate no dia seguinte, e a perícia confirmou o afogamento como causa da morte.
Ao longo da investigação, contradições nos depoimentos dos ocupantes da lancha e relatos sobre consumo de bebidas, disparo de armas e manobras arriscadas levaram ao indiciamento do proprietário da embarcação. Caberá agora aos jurados do Conselho de Sentença decidir o desfecho do caso.
Redação Portal Adonai do Socorro